DEPOIMENTOS SOBRE NOSSAS PRIMEIRAS EXPERIÊNCIAS COMO LEITORES E ESCRITORES!
EDNA
Meu primeiro contato com a leitura, como já comentei, foi com
minha mãe me ensinando a ler pequenos recortes de jornal. Como morava no
sítio, o acesso à leitura foi meio precário. Mas na escola, nos primeiros
anos, a professora não incentivava muito não. Como sempre tive facilidade em
Matemática, meu interesse maior sempre foi nessa área. Quando entrei no
fundamental II, antiga 5ª série, a professora começou a pedir livros para
provas. Lembro-me até hoje, o meu primeiro livro: A ilha perdida...confesso
que não me apaixonei por essa leitura não, então lemos o livro em três
colegas da seguinte maneira: dividimos as páginas, cada um lia sua parte e
depois contava para o próximo e no final, tentávamos entender a estória. E
isso se repetiu praticamente o ano todo: o escaravelho do diabo, o pequeno
príncipe,... ou seja, o ciclo todo. Foi então que li "Sozinha no
mundo", foi vibrante, meu primeiro livro completo, parecia estar ali,
junto com a menina, sofrendo com ela. Percebi que os livros nos levam para
lugares e situações incríveis, desperta a nossa imaginação e nos faz
voar...Depois vieram os pedidos de livros literários, uns legais, outros não.
Acredito que devemos incentivar à leitura a criança desde muito cedo, criar
nelas esse hábito, pois assim elas aprendem a sonhar e a soltar a imaginação.
Somente dessa maneira teremos pessoas criativas, que poderão realmente
exercer sua cidadania no mais completo significado da palavra cidadão.
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ELIANE
Tudo era mais difícil. Venho de uma família numerosa, na qual já era problemático o sustento. Aprendi a ler na escola. Lembro-me que comecei a interessar mais pela leitura, quando na 5ª série a professora passou como leitura os livros da coleção “Cachorro Samba”. Estórias que prendiam pelas aventuras que o cão passava. Li também vários livros da coleção vaga-lume e tantos outros indicados pelos professores. Na adolescência comecei a ler romances, não sei ao certo, mas acredito que era da Coleção das Moças, Sabrina e Julia também. Tinha uma tia (morava em São Paulo, e hoje já é falecida) que trazia. Eu amava. Boas recordações. Era um meio de viajar no mundo das imaginações. Ainda gosto muito de ler. Apesar do tempo escasso, procuro fazer leituras que me dão prazer, além do necessário para nossa atualização e preparação de aulas. |
EMERSON
Desde pequeno eu gostava de folhear as revistas para ver as figuras e
meus pais iam me dizendo os nomes das letras grandes (esse é o E do seu nome,
esse é o M da mamãe, esse é o P do papai, etc..). Também folheava as
enciclopédias (que antigamente ornamentavam as estantes da sala, ao lado da
TV em preto e branco pesadíssima que tinha aquele seletor de canais rotatório
que acordava todo mundo quando trocava de canal à noite).
Na escola, até a quarta série, as professoras liam com muito carinho e
pausadamente os textos contidos nos livros didáticos e eu lia alguns livros
emprestados pela biblioteca que existia na prefeitura da minha cidade.
A partir da quinta série, minha escola já tinha biblioteca e os
professores nos levavam lá a cada duas semanas para devolvermos um livro e
escolher outro para ler.
Nesta época, o sucesso era a famosa SÉRIE VAGALUME. Devo ter lido
todos. Lembro-me bem de O Rápito do Garoto de Ouro, Mistério do Cinco
Estrelas, Um Cadáver Ouve Rádio, A Luneta Mágica, O Menino de Asas, A Ilha
Perdida e Robinson Crusoe.
A partir do colegial vieram leituras mais "pesadas" como O
Guarani, Senhora, Vidas Secas, Memórias de um Sargento de Milícias, A
Moreninha, Dom Casmurro e outros da literatura brasileira.
Fora isso, sempre li revistas e jornais. Já cheguei a assinar 10
revistas. Infelizmente, hoje, não disponho mais de tempo para ler tudo
isso...
Finalizando, gostaria de indicar os livros Meu Professor de
Matemática e Outras Histórias e também Matemática e Ensino, os
dois de autoria do famoso Elon Lages Lima.
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ERICA
Meu gosto pela leitura foi iniciado antes mesmo de saber a ler, pois
minha mãe sempre lia livros para mim. Assim, quando aprendi a ler, pegava
livros escola, além de ler também gibis que meus pais compravam.
Já a escrita iniciei escrevendo em um caderninho relatos do cotidiano
na casa de meus avôs, relacionados aos animais de estimação e ao grande
quintal que lá existia, fazendo adaptações quando achava que a história
ficaria mais engraçada ou interessante.
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EVERALDO
Ainda quando adolescente li muito foto novelas. principalmente na
revista contigo. Confesso que para me interssar pela litura só foi possível
por causa das fotos. Quando pegava um livro eu tinha que ler o final ou saber
ou saber o resumo para me interssar. Até hoja leio tudo aquilo que é assunto
de interesse apenas, seja reportagens e outros. Mas prnso que se não houver
incentivo de alguma forma não haverá interesse pela leitura. Eu não tive a
sorte de ter pais que me insentivavam, pois eram semi analfabetos, e tive que
procurar algo sozinho. Acho que nós, educadores, temos o dever de despertar,
de alguma forma, o interesse em nossos alunos.
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EZEQUIEL
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Meu início a leitura foi através de livrinhos de contos infantis, e me
recordo que foi um catalisador para a minha caminhada na leitura.
Falar da leitura é falar da escrita, falar dos tantos livros que tive
contatos, desde o início da minha vida até os dias atuais.
No início me recordo que não tinha muitos livros na escola e consequentemente
iniciei minha aprendizagem sem muitos contatos com livros. Foi no decorrer dos
anos ao adquirir experiências que despertou o desejo de observar os diversos
gêneros da leitura e da escrita que percebi que a prática da leitura não
corresponde a uma simples decodificação de símbolos e sim ter a capacidade de
entender, compreender e interpretar aquilo que estou lendo.
A partir desse desejo irrefreável de leitura pde refletir o meu
relacionamento com cada texto, pude adquirir conhecimentos prévios e críticos
sobre o que eu lia, nesse momento era despertado a emoção, expectativas,
posicionamentos entre outros sentidos e sentimentos. Ler é um bem necessário, é
preciso.
Você que está lendo nossos depoimentos agora, já refletiu sobre a importância da leitura e escrita em sua vida?
"Ler, segundo Freire, não é caminhar sobre as letras, mas interpretar o mundo e poder lançar sua palavra sobre ele, interferir no mundo pela ação." Fernando José de Almeida - professor e vice-presidente da TV Cultura .
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